sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Grandes idéias nascem de pequenas causas

Descubra uma única coisa que possa ser melhorada em uma comunidade da qual você é parte (seu prédio, rua, escola, trabalho etc.). Compartilhe, em detalhes, como você resolveria
Eu trabalho na Gincana do Milênio, um desafio virtual para promover a sustentabilidade o o Geração MudaMundo. Atualmente, a Gincana está acontecendo em Florianópolis e Tubarão, e os participantes são alunos do Ensino Médio de escolas estaduais organizados em equipes.

A tarefa mais importante da Gincana é o Plano de Ação, isso é, um projeto de sustentabilidade que cada uma das equipes deve planejar ao longo da Gincana. Quando a gincana acaba, as 35 equipes finalistas de cada regional recebem um financiamento semente de até R$500 para implementarem seus projetos.
Esta é a terceira edição da Gincana.
A primeira, considerada um piloto, aconteceu em Florianópolis em 2006. 20 projetos foram selecionados, e destes, 12 foram implementados.
A segunda aconteceu em Minas Gerais em 2007. 35 foram selecionados e 28 estão sendo implementados.

Uma coisa que pode ser melhorada, na minha opinião, é a transição que as equipes passam ao fim da gincana. Durante toda a gincana, as tarefas foram todas virtuais, realizadas através de computadores na web. Mesmo a elaboração do Plano de Ação é feita com ajuda de um blog.
Quando a Gincana acaba, de repente eles tem que sair da prática no mundo virtual e colocar a mão na massa no mundo real. A ruptura é tão grande que várias equipes desistem quando acaba a gincana.
Eu acredito que, se além da prática virtual, houvessem práticas reais-presenciais, ao longo da gincana, quando finalmente chegasse a hora de implementar seus projetos, as equipes não sentiriam um impacto tão grande, uma rupturan tão brusca. Com isso, eu acredito que teremos mais projetos sendo implementados a cada Gincana (lembrando que em cada uma das duas primeiras edições, "perdemos" oito projetos nesta etapa de implementação), talvez algo mais próximo de 100%.

**** Complementando****
Como eu estou pensando em implantar essa mudança nas próximas gincanas (sugerir na verdade, pois não decido mta coisa por aqui, rsrsrsr):
Andei conversando com o Edgard do Elos, que me sugeriu conversar com Fábio e Tiê Brotto, "especialistas" em jogos cooperativos e apoiadores do Elos em suas iniciativas. Eles me contaram que no OASIS, gincana do Elos em São Paulo, a cada etapa as equipes tem que executar uma tarefa presencial e documentar essa execução.
Na primeira tarefa, por exemplo, eles devem mapear a comunidade deles, tentando identificar organizações e grupos que atuam na região nas mais variadas causas. Na segunda tarefa, eles devem escolher uma destas organizações e firmar uma parceria com eles.
Pois é essa a idéia que eu pretendo sugerir para as próximas gincanas. A cada etapa, eles tem que executar uma tarefa presencial no mundo real e documentá-la em seu blog. As duas tarefas sugeridas no exemplo anterior funcionariam muito bem na metodologia da Gincana.
Acho que é mais ou menos por aí...

**** Complementando II: o meu papel****
Tá, mas o que eu faço afinal de contas nessa gincana? como me envolvi com isso? será q eu consigo mudar alguma coisa?
Bom... em 2006, vim morar em Floripa e estava procurando emprego... o Marcos Da-Ré, empreendedor social da Ashoka, me ofereceu uma oportunidade de trabalhar como consultor na Gincana do Milênio. Eu ajudei o Marcos a elaborar os materiais pedagógicos e as tarefas da Gincana. Quando eu entrei no processo, a Gincana ainda não existia, e já sofria uma crise de identidade, porque não havia um propósito para a gincana além de promover a sustentabilidade, através de jogos com esta temática.
Em Sampa, antes de sair de lá, eu trabalhei durante 2 anos na Ashoka. Parte deste período, fui estagiário da Olivia na área de Juventude. Assim, eu mantinha um contato próximo com a Oli e fiquei sabendo que o Geração MudaMundo estava começando em São Paulo.
Falei com o Marcos, expliquei o programa e sugeri uma parceria com o GMM, de modo que o propósito da gincana fosse elaborar um projeto de sustentabilidade. A parceria deu certo, e desde então, além de ser um dos responsáveis pelo conteúdo da gincana, sou também o mediador da parceria com a Ashoka/GMM. Por já ter trabalhado lá, sou considerado o "especialista" na metodologia.
Mas a Gincana tem outros componetes além do conteúdo, como a parte operacional, o superte técnico, a comunicação, financeiro, etc etc... então eu componho uma das partes desse todo...
Então, eu posso sugerir várias mudanças na metodologia, mas isso pode ser barrado pelos chefes se a mudança implicar em transformação radical na tecnologia necessária ou aumento dos custos, por exemplo...
Assim, eu não tenho poder para implementar uma mudança tão grande, mas pelo menos tenho certeza que serei ouvido e que, se for possível em termos operacionais, tecnológicos e financeiros, será implementada a sugestão que eu dei. Caso contrário, a equipe como um todo com certeza irá buscar uma alternativa que contemple a idéia sem acarretar no aumento do custo ou da complexidade operacional...
Um problema que eu já consigo prever, com a minha sugestão, é: "como avaliar essa tarefa prática?"
Ainda não tenho uma resposta, mas espero que a equipe me ajude a descobrir ou criar uma... com certeza também vou pedir um apoio do Fábio e do Tiê, e do Edgard... também estou aberto à SUA sugestão! (É, você mesmo/mesma, que está lendo isso agora!!) Alguma idéia?
Se tiver, fala que eu te escuto!
Valeu!!!

Deu pra entender?
Ou será q tenho q explicar melhor?
Pergunto isso porque estou tão envolvido nesse trabalho que tudo me parece muito claro. Talvez para alguém que não saiba do que eu estou falando não entenda nada... por isso, se não entendeu algo, por favor me pergunte que eu esclareço...

Um abraço
Gabriel

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Eu faço diferença

MEU LIXO
Meu lixo é o luxo para o outro
Já separo o lixo na minha casa há algum tempo. Além de separar o lixo reciclável e destiná-lo à coleta seletiva, também separo o lixo orgânico e faço a compostagem. Atualmente, moro em um terreno com mais duas casas, e a composteira é coletiva, o que resulta em mais composto mais rápido. Depois de pronto o composto, usamos ele para plantar no terreno.
Com relação ao lixo reciclável, esta semana separei: 1 pote plástico de coalhada, 1 garrafa de suco orgânico, 1 pote de vidro de compota de abóbora, 50ml de óleo de cozinha usado (que eu levei pro projeto Família Casca), 4 embalagens de iogurte, alguns papéis e textos antigos da faculdade... e só...
Uma outra coisa que sempre faço, quando vou fazer compras, é levar minha mochila ou sacola de feira, assim não trago sacolas plásticas pra casa.
MEU EXCESSO
Por menos que eu tenha, ainda assim alguém tem muito menos ainda
Pensei muito a respeito desta tarefa, mas não consegui determinar nada que eu pudesse doar. As coisas que eu tenho que estão em desuso estão em São Paulo, na casa de meus pais, e eu moro em Floripa, então ficou difícil realizar isso. No entanto, doei algumas roupas de bebê recém-nascido (já não serviam mais em minha filha, que está com 3 meses) para uma vizinha que está grávida de 8 meses.
MEU CONSUMO
Qualquer coisa que você consuma tem um reflexo no mundo.
Sou ovo-lacto-vegetariano há 5 anos. Desde que minha filha nasceu, há 3 meses, estamos consumindo quase que exclusivamente alimentos orgânicos. Além disso, também plantamos alface, rúcula, beterraba, entre outros no nosso terreno, o que reduz consideravelmente a necessidade de comprar coisas. Não consumo industrializados, nem refrigerante, apenas sucos naturais (não de caixinha, orgânicos).
Não me considero consumista. Geralmente, um luxo que eu me permito é comer uma barra de chocolate e pedir pizza uma vez por semana.
Esta semana eu não pedi nenhuma pizza, e a barra de chocolate que eu já havia comprado antes da proposição da tarefa, dei de presente a um colega de trabalho que me ajudou com algumas tarefas.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Meu propósito

MEU PROPÓSITO
Porque quer participar do Guerreiros Sem Armas?
Porque acredito muito na minha capacidade de ação, e de interagir em grupo, para transformar a realidade. Porque acredito que todo mundo pode mudar o mundo, e quero me "armar" para conseguir fazer isso de uma maneira cada vez melhor, e envolver outras pessoas nesse processo.


MEU COMPROMISSO
O que pretende fazer na volta do programa? 
Me comprometo a aplicar esta metodologia no meu trabalho, em especial na Gincana do Milênio, para poder apoiar melhor os projetos de sustentabilidade que os jovens elaboram ao longo da gincana, e que devem implementar após seu término. Também tenho muita vontade de multiplicar tudo no Bando Árvore Sagrada, o meu grupo de teatro que tem sido minha experiência mais transformadora e intensa de trabalho em grupo dos últimos 3 anos...

 
MINHA AÇÃO
Como você pensa que a experiência aqui, vai te influenciar ou te ajudar a agir onde você está? 
Acredito que preciso me instrumentalizar e me aprimorar, para poder transformar minha realidade e aplicar na realidade coisas que já sinto do fundo do meu coração. Eu já atuo em Floripa de maneira bem intensa, mas acho que posso atuar de maneira mais eficaz... é isso que eu espero com a experiência do Guerreiros sem Armas...

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Quem estou...

Como se sente?
Pra falar a verdade, um pouco preguiçoso nesse momento exato... O trabalho e a faculdade estão exigindo muito de mim esses dias, e pra completar o quadro, estou um pouco doente... gripado... mas não há de ser nada! Tá ruim? Melhora! Amanhã vai ser bem melhor, com certeza...                       
Quais são suas dúvidas profissionais?                      
Bom, faz uns 3 anos que eu mudei pra Floripa, e desde então minha vida profissional está totalmente relacionada a três organizações: Ashoka Empreendedores Sociais, Fundação CERTI e Socioambiental Consultores Associados... minha dúvida é se eu terei espaço para exercer minha profissão (Administração) neste ambiente de trabalho, pois durante estes últimos anos, venho atuando mais como um pedagogo ou relações públicas... e não parece que há muita perspectiva de mudar isso no curto prazo... minha esperança é que eu possa desenvolver o trabalho de administrador num futuro próximo...
Outro dilema é que eu antes trabalhava à distância, era contratado por projeto e não tinha que bater cartão, tinha jornada de trabalho flexível... e nenhuma garantia... agora sou contratado pela CLT, mas me sinto prezo nesta condição... às vezes penso em me mudar pra Garopaba, mas o atual modo de trabalho não vai permitir isso... não sei se é melhor trabalhar como funcionário ou consultur independente... estou avaliando isso...
Pelo menos uma coisa é certeza: continuarei atuando na área social... isso é certo...
Quais são os seus sonhos?                                    
Meu sonho é conseguir viver de modo autêntico e equilibrado, seguindo meus princípios e praticando o que acredito e sinto do fundo do meu coração... Ter uma terra onde eu possa cultivar uma vida orgânica, tranquila e harmônica, em um grupo com os mesmos ideais que o meu... e que a gente se mantenha em contato com o "mundo" para podermos trocar saberes e experiências com outros grupos similares...


Quais são os seus desafios?
 Meu principal desafio atualmente é dar conta de ser estudante, profissional, artista, marido e pai, da melhor maneira possível... e ter ainda um tempinho pra mim... baita desafio esse!!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Quem sou eu...

Taurino, nascido em 05/05/1981...
Moro em Floripa, Ilha da Magia..
Marido da Renata...
Pai da Nara Rosa, nascida em 30/05/2008...
Estudante de Administração na UFSC - Federal de SC... estudava na USP antes, mas abandonei pra vir morar em Floripa...
Trabalho na Gincana do Milênio, uma parceria entre a Fundação CERTI - Centro de Referência em Teconologias Inovadoras e a Ashoka Empreendedores Sociais para levar o o Geração MudaMundo (GMM) para escolas públicas.
Sou ex-estagiário da Ashoka em São Paulo... trabalhei lá por 2 anos...
Ex-professor de Inglês...
Faço parte do Bando Árvore Sagrada, onde atuo como artista, cantor, músico, percussionista, ator, capoeirista e dançarino... em um espetáculo musical criado coletivamente, inspirado na lenda do berimbau e na cultura bantu afro-brasileira..
Participava da banda de Reggae Novo Quilombo como vocalista, mas a banda está hibernando...
Sou "blogueiro"... amador... É o Irradiando Luz o blogue onde coloco minhas viagens na Administração (Teoria das Organizações) e na espiritualidade...
Estou na busca espiritual, estudando e praticando um pouco de Rastafarianismo, Reiki, Candomblé, Umbanda, Hatha Yoga, Hinduísmo, Budismo, Zen-budismo, Cristianismo primitivo, Meditação, Psicologia Junguiana, Bioenergética de Reich...
Sou ovo-lacto-vegetariano há 5 anos... de vez em quando flerto com o veganismo e com o crudivorismo...
Obstinado (ou teimoso)... mas um pouco preguiçoso... me comunico de maneira meio grosseira e rude, mas sou carinhoso e amoroso... tenho muitas idéias, mas não tenho tempo para colocar todas elas em prática... quero plantar, fazer as coisas com minhas próprias mãos, lavar nossa roupa, cozinhar nossa comida, limpar nossa sujeira, compostar, fazer minhas necessidades em banheiro seco, ficar menos tempo no computador, comer somente alimentos orgânicos... mas nem sempre consigo...

Existem muitos caminhos (e rótulos)... mas somente um tem coração...
Esse é o meu...

Abraços
Gabriel

Guerreiros sem Armas

PROCURAMOS

PESSOAS QUE QUEREM MUDAR O MUNDO, ACREDITAM QUE PODEM FAZÊ-LO E, MAIS, QUE DECIDAM COMEÇAR JÁ!

TODO MUNDO QUER MUDAR O MUNDO. MAS A MAIORIA DAS PESSOAS TEM MEDO. MEDO DE SOFRER. MEDO FAZER OS OUTROS SOFREREM. MEDO DE QUE SEUS ESFORÇOS SEJAM EM VÃO, OU SEJA, MEDO QUE NÃO DÊ CERTO.

O GUERREIRO SEM ARMAS É AQUELE QUE, MESMO COM MEDO, NÃO CONSEGUE FICAR PARADO.

GUERREIROS SEM ARMAS 2009

5 DE JANEIRO A 5 DE FEVEREIRO

SANTOS – BRASIL

Convite especial para quem quer colocar a mão na massa para mudar o mundo!

” No caminho do guerreiro, cabe a você discernir o que foi tecido pelos fios divinos e o que foi tecido pelos fios humanos. Quando você principia a discernir, você se torna um Txucarramãe - um guerreiro sem armas. Porque os fios tecidos pela mão do humano formam pedaços vivificados pelo seu espírito. Essa mão gera todos os tipos de criação. Muitas coisas fazem parte de você para se defender do mundo externo, geradas pela sua própria mão e pelo seu pensamento. Quando você descobre o que tem feito da sua vida e como é sua dança no mundo, desapega-se aos poucos das armas, que são criações feitas para matar criações. De repente, descobre-se que, quando paramos de criar o inimigo, extingue-se a necessidade das armas.”

(Kaká Werá Jecupé)

Quer um mundo melhor?

Todo mundo quer e pode transformar o mundo! E isso será possível se pudermos fazê-lo de livre e espontânea vontade, sem sofrimento, e com a segurança de que nossos esforços estão sendo efetivos!

A reação diante das grandes tragédias – como a seca no Nordeste, o Tsunami na Ásia ou a fome na África – prova que o ser humano é solidário por natureza. É difícil manter-se imune à comoção dos acontecimentos mundiais e o desejo primeiro é poder fazer algo, como mandar algum alimento, remédio ou mesmo dinheiro. Porém, muitas vezes, ficamos conformados ao assistir, passivamente, ao sofrimento dos que estão tão longe de nós. O desafio passa a ser, então, olhar em nossa volta, perceber que há muito que fazer no lugar onde estamos e começar a transformação aqui e agora!

Nossa forma de trabalhar está direcionada justamente para que a solidariedade aconteça também no cotidiano das relações sociais, na realidade que nos cerca. Invertemos o raciocínio “Pensar Global, Agir Local”. Para nós, uma ação local sempre se reverte para o global.

Como fazer um mundo melhor?

Nossa metodologia passa por 4 etapas: o Olhar, o Afeto, o Sonho e o Mito da Construção Coletiva.

OLHAR: a atenção na busca do belo, do que está vivo, do que nos emociona nos ambientes degradados, para então multiplicá-los para o entorno.

AFETO: o ponto de partida para o estabelecimento de relações sustentáveis de cooperação.

SONHO: individual ou compartilhado, é o principal mobilizador das ações de transformação da realidade.

MITO DA CONSTRUÇÃO COLETIVA: recontar o mito, reviver a alegria e a força do realizar juntos.